Após defesa de Yan Lopes (Podemos), comissão marca última reunião antes de relatório sobre cassação em Caçapava

Depoimento de Yan Lopes (Podemos) Bruna Capasciutti/TV Vanguarda A Comissão Processante que investiga o prefeito de Caçapava (SP), Yan Lopes (Podemos), marcou...

Após defesa de Yan Lopes (Podemos), comissão marca última reunião antes de relatório sobre cassação em Caçapava
Após defesa de Yan Lopes (Podemos), comissão marca última reunião antes de relatório sobre cassação em Caçapava (Foto: Reprodução)

Depoimento de Yan Lopes (Podemos) Bruna Capasciutti/TV Vanguarda A Comissão Processante que investiga o prefeito de Caçapava (SP), Yan Lopes (Podemos), marcou para esta quinta-feira (29) a última reunião antes da elaboração do relatório final do processo que pode levar à cassação do mandato dele. O prefeito apresentou as alegações finais da defesa na terça-feira (27), antes do encerramento do prazo, que terminava nesta quarta-feira (28). Yan Lopes não era obrigado a apresentar a manifestação. A investigação apura o uso de cerca de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar a tarifa de ônibus da cidade. Em nota, a defesa do prefeito afirmou que protocolou a defesa dentro do prazo e que espera a absolvição do prefeito das impugnações. Agora no g1 Investigação A Comissão Processante foi aberta em 11 de agosto, após a Câmara Municipal aprovar por unanimidade o recebimento de uma denúncia contra o prefeito. A denúncia aponta que a utilização dos recursos do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar a tarifa de ônibus seria irregular, com base em uma regra do Código de Trânsito Brasileiro. Durante depoimento à comissão, em 8 de outubro, Yan Lopes negou irregularidades e afirmou que autorizou o uso do dinheiro após receber parecer favorável da Procuradoria Jurídica do município. Na ocasião, ele também declarou que não havia previsão orçamentária para o subsídio quando assumiu a Prefeitura, em 2025, e que a medida foi adotada para evitar que a passagem subisse de R$ 4,20 para R$ 6,20. Em 7 de outubro, a comissão havia decidido anular os depoimentos de testemunhas ouvidas em setembro, após a defesa alegar cerceamento do direito de defesa. Antes do depoimento do prefeito, a defesa também questionou a condução dos trabalhos e pediu que a presidente da comissão, vereadora Fran Miranda (PL), tia de Yan Lopes, fosse declarada impedida de participar do processo. Ela respondeu que o julgamento seria feito por todos os vereadores. Próximos passos Após a conclusão dos trabalhos da comissão, será elaborado um parecer final sobre o caso. Em seguida, os vereadores decidirão, em votação, se o prefeito deve ou não perder o mandato. O prazo máximo previsto para a conclusão do processo é de 90 dias, com término em 11 de novembro. Até uma eventual decisão pela cassação, Yan Lopes permanece no cargo. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina